domingo, 20 de abril de 2008

Não sei se na vida ela queria o amor ou precisava do desprezo. Ela tão quase nada sutil, gostava da sutileza. Gostava de se fingir apaixonada. e para provar segurança gostava de planejar. Ela gostava de tudo isso sem se quer perceber, porque -antes dessas quaisquer cousas- ela gostava de si mesma. e era por seu amor que ela tinha apreço ao resto. Acho que seu amor era a felicidade.

domingo, 6 de abril de 2008

Nada de um tempo longe.

Aqui tenho tempo pra tudo. O tempo parece se multiplicar. Sempre há tempo. E ao mesmo tempo do meu tempo não é nada feito. Me paraliso. É irresistível. O sofá. o chá. a visão do mar e do céu azuis. um ventinho bom. Estado estático perfeito.
Me sinto leve. Leveza porem só de espírito. Comida demais.
Falar o que sinto. o que faço. o que não faço. o que vejo. é o que sou? Penso ou só descrevo? Agora penso. Mas posso chamar mesmo de pensamento essa coisa que navega e nada traz? Vixe.
E tem um relógio. um enorme relógio. para marcar todo tempo de coisa nenhuma. ou de reflexão? Gente. Que volta brusca de assunto. de novo no tempo. É que a enorme marca das quase seis e meia me chamaram atenção.
Sabe o que fiz hoje? Nada. Tempo de ser feliz. Feliz sem fazer nada. Feliz até talvez por não fazer nada. Que nada bom. Que conforto de nada. Nada agora é tudo.
Gente. Que enrolação. Mas é dela que tenho a dizer. Agora me achei muito chata. realmente tediosa. Chega. Isso é o fim? Vou terminar assim? Terminar o que? Que importa terminar nada com nada. Mas nada não era bom? E nada não era tudo agora? Gente. Sim. Que conversa de nada. Que verborréia da(nada). Verborréia. rs. que palavra estimulante. ótima. rs. Agora sai do assunto do nada. E sem querer, de novo no nada. Chega. Chega. Chega. Oh nada de nada. Alias, obrigada. Por nada. Ao nada. Que confusão. Que dificuldade em rematar as coisas. Que facilidade em me apegar a nada. E agora literalmente ao nada.
O sino da igreja me perturba mais uma vez. Esse dia inteiro. Oh Cristo. Ascensão de Cristo. Por isto.
Pronto? Acabou? Aleluia. Acho que não ha nem mais nada.
Então resolvido. É o fim (,) do nada. sempre assim.